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id da página: 8151 Oração Externalizada

Oração Externalizada

Arte da Prece — O que é Oração?

Considerações de Ignacio Briantchaninov

A Prova de Todas as Coisas

A oração externalizada não é suficiente

A oração externalizada apenas não é suficiente. Deus presta atenção à mente, e não são verdadeiros monges aqueles que falham em unir a oração exterior com a interior. Estritamente definida, a palavra "monge" significa um recluso, um solitário (monos). Quem quer que não tenha se retirado dentro de si mesmo, não é ainda um recluso, não é ainda monge, mesmo embora viva no mosteiro mais isolado. A mente do asceta que não está retirado e fechado dentro de si mesmo habita necessariamente entre o tumulto e a inquietude. Pensamentos (logismos) sem número, tendo livre admissão a sua mente, provocam isso; sem finalidade ou necessidade, sua mente vagueia sofregamente através do mundo, trazendo mal (kakon) sobre si mesmo. A reclusão de um homem dentro dele mesmo não pode ser alcançada sem a ajuda de oração concentrada, especialmente a prática ativa (praktike) da Prece de Jesus (Kyrie Eleison).

A realização da impassividade (apatheia) e santidade — em outras palavras, da perfeição cristã (katartismos) — é impossível sem se adquirir a oração interior. Todos os Padres concordam com isto.

O caminho da verdadeira oração (euche) se torna incomparavelmente mais estreito quando o lutador (agon) ascético (askesis) começa a entrar nele através da atividade do homem interior. Mas quando ele entra neste caminho estreito e sente como é reto, salvador e necessário este caminho, e quando ele vem a amar seu trabalho (praktike) na célula interior, então ele também virá a amar a estreiteza de sua vida exterior porque ela serve como um claustro e tesouro da atividade interior (praxis).